O Que é a Hiperatividade

Vou começar por lhe dizer que a Hiperatividade (também poderá ser referida como PHDA ou TDAH) não é falta de concentração por falta de empenho ou um comportamento indisciplinado resultante da educação dada pelos pais.

Se os pais de crianças sem Hiperatividade ou Deficit de Atenção, se empenhassem da mesma forma que os pais de crianças Hiperativas na educação dos seus filhos, todos eles seriam uns génios, super bem educados e extremamente organizados.

Educar ou viver com alguém com Hiperatividade é um desafio enorme e os familiares, amigos e colegas de pessoas com Hiperatividade deveriam de receber o devido mérito.

A Hiperatividade também não é uma condição psicológica que se uma pessoa realmente quisesse era pontual e organizada ou que passa com a ajuda dum psicólogo.

Pedir a uma pessoa Hiperativa para se concentrar e organizar é a mesma coisa que pedir a uma pessoa com miopia para se esforçar mais e tentar ler sem óculos ou pedir a um coxo para correr mais depressa.

É impossível e está fora do controlo da pessoa com Hiperatividade.

Livro - Como Ajudar o Seu Filho a Acalmar e a Prestar Atenção

- Menos 30% dos Sintomas Em 30 Dias
- Menos 50% dos Sintomas Em 6 Meses
- Menos Déficit - Mais Atenção
- Menos Hiperatividade - Mais Paz e Sossego

Você Vai Aprender:

  • O Que Não Funciona
  • O Que Funciona
  • Plano de Tratamento Eficaz
  • Estratégias & Tipo de Educação Mais Eficaz Para Controlar o Comportamento Hiperativo
  • Realização dos Trabalhos da Escola
  • Organização & Arrumação
  • Estratégias Para Adormecer & Dormir Melhor

A Hiperatividade é uma condição física que se caracteriza pelo sub-desenvolvimento e mau funcionamento de certas partes do cérebro, nomeadamente:

  • Lobos Frontais - Os 2 lobos frontais são as partes do cérebro menos desenvolvidas nos hiperativos. Para além de serem mais pequenos, a comunicação entre neurónios, o uso do glicogénio e oxigénio e a circulação sanguínea nesta parte do cérebro é pouco eficiente. As principais funções dos lobos frontais são a atenção, tomada de decisões, planeamento, organização, resolução de problemas, consciência e controlo de emoções.
  • Corpo Caloso - Canal de comunicação entre o hemisfério esquerdo e direito do cérebro, constituído por mais de 200 milhões de fibras nervosas
  • Gânglios da Base ou Núcleos da Base - Responsáveis pelo movimento, controlo dos músculos, aprendizagem, coordenação para além de desempenharam um papel muito importante no controlo da impulsividade, na intenção dos movimentos e controlo dos movimentos voluntários. Para além de terem, a par dos lobos frontais, a responsabilidade de regular o sistema de recompensa do cérebro.
  • Cerebelo - Também conhecido como pequeno cérebro, é responsável pelo controlo motor ou seja tudo o que está relacionado com os movimentos do corpo humano. Mas muitos estudos recentes começam a provar que também tem um papel muito importante na linguagem, memória, atenção e regulação das emoções
  • Sistema Dopaminérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor - Dopamina
  • Sistema Noradrenérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor -Noradrenalina

Mas também pela menor e menos eficaz atividade elétrica, menor circulação sanguínea no cérebro e má gestão da glucose que é o principal combustível do cérebro.

Tudo isto leva a que haja uma má comunicação entre neurónios, má comunicação e falta de sincronização entre as várias partes do cérebro.

Tipos de Hiperatividade

Predominantemente Desatento

Dificuldade em prestar atenção e manter a concentração por períodos de tempo a assuntos que são pouco interessantes para a pessoa.

Predominantemente Hiperativo & Impulsivo

Dificuldade em manter-se sossegado no mesmo local quando a tarefa ou conversa que estão a ouvir não é interessante para a pessoa. Outro aspeto é a dificuldade em parar para pensar/analisar as consequências da ação que está prestes a iniciar.

Combinado Desatento + Hiperativo

É o mais comum dos 3 tipos de hiperatividade. A pessoa é desatenta, hiperativa e impulsiva..

Percentagem de Crianças & Adultos Com Hiperatividade

A Hiperatividade é atualmente a “desordem mental” mais diagnosticada em crianças, estimando-se que 7 a 8% de todas as crianças sejam Hiperativas, num total de 100 mil crianças em Portugal.

As estatísticas indicam que cerca de 40% das crianças diagnosticadas deixam de ter sintomas durante a adolescência ou seja o cérebro, com a ajuda de fatores ambientais, “encontra o caminho” para o normal desenvolvimento.

O que significa que os outros 60% vão continuar a ter os sintomas da Hiperatividade durante a vida adulta.

A maior parte dos adultos Hiperativos não sabem que a têm porque sempre se pensou que a Hiperatividade desaparecia durante a adolescência mas continuam a enfrentar os desafios diariamente.

Em muitos casos não é muito evidente porque a pessoa desenvolveu estratégias para lidar com e minimizar as consequências dos sintomas.

Percentagem da Hiperatividade Entre os Sexos

Em relação à percentagem entre os sexos, parece não existir um consenso.

Alguns estudos apontam para 80% do sexo masculino e 20%, outros apontam para que seja uma percentagem igual.

Eu pessoalmente, acredito num valor a rondar os 60% sexo masculino e 40% sexo feminino por 2 razões:

  • A vertente da impulsividade, que representa um comportamento com maior expressão exterior à pessoa, está mais presente/é mais visível nos rapazes dai a perceção de haver mais Hiperativos do sexo masculino
  • As crianças, adolescentes e adultos do sexo feminino são condicionadas pela família e sociedade para terem um comportamento mais discreto e serem mais recatadas, logo disfarçando os sintomas da Hiperatividade

Co-Existências da Hiperatividade

Pelo menos 50% das crianças, adolescentes e adultos com Hiperatividade têm outro tipo de desordem em simultâneo a que se dá o nome de co-existência.
As desordens que normalmente co-existem com a Hiperatividade são:

Causas da Hiperatividade

As causas da Hiperatividade são um aspeto em que os especialistas mais credíveis parecem estar de acordo.

As causas da Hiperatividade são genéticas e ambientais.

A Hiperatividade é “ativada” quando certos fatores ambientais afetam um determinado código genético.

Está provado cientificamente que a Hiperatividade é hereditária ou seja quando uma pessoa é corretamente diagnosticada com Hiperatividade, o pai, a mãe ou ambos são Hiperativos ou têm o código genético característico da Hiperatividade.

Se um o pai ou a mãe forem Hiperativos existem cerca de 30% da criança vir a ser Hiperativa e se ambos os pais forem Hiperativos existem cerca de 50% de probabilidades da criança vir a ser Hiperativa.

Mas para uma pessoa ser Hiperatividade não basta ter certas características genéticas.

Os genes da pessoa têm de ser afetados por determinados fatores ambientais durante as primeiras fases de desenvolvimento do cérebro da criança como a gravidez, o parto e os primeiros anos de vida.

Probabilidade de Uma Criança Vir a Ser Hiperativa

Os principais fatores ambientais responsáveis pela alteração/mutação genética e sub-desenvolvimento do cérebro que irá originar a Hiperatividade são:

  • Durante a Gravidez

    • Mãe fumadora ou exposição ao fumo de tabaco
    • Mãe consumidora de drogas ou exposição aos fumos e vapores de drogas
    • Mãe consumidora de álcool
    • Exposição e/ou intoxicação com chumbo, mercúrio ou outros metais pesados
    • Exposição a pesticidas e/ou adubos agrícolas
    • Exposição a produtos químicos
    • Exposição a produtos domésticos com princípio ativo muito forte como diluente, amoníaco ou vernizes
    • Mãe sob stress constante
    • Evento traumatizante
    • Traumatismo no feto resultante duma pancada, queda ou acidente
    • Interrupção de fornecimento de oxigénio ao feto
    • Ambiente familiar problemático
    • Alimentação/Nutrição da mãe
  • Durante o Parto

    • Falta de oxigénio no cérebro da criança devido a alguma complicação ou acidente
    • Parto forçado e realizado com acessórios como fórceps (ferros) ou ventosa (vácuo) que são colocados no crânio fragilizado da criança
    • Nascimento prematuro
    • Nascimento com peso baixo
    • Lesão cerebral
  • Durante a Infância

    • Exposição e/ou intoxicação com chumbo, mercúrio ou outros metais pesados
    • Exposição a pesticidas e/ou adubos agrícolas
    • Exposição a produtos químicos
    • Exposição a produtos domésticos com princípio ativo muito forte como diluente, amoníaco ou vernizes
    • Exposição ao fumo de tabaco
    • Ambiente familiar problemático
    • Não passar pelas fases naturais da locomoção como rastejar, gatinhar e andar. Ex. passar muito tempo deitado no berço ou numa aranha
    • Vida sedentária com pouca atividade física
    • Queda ou acidente que possa provocar um traumatismo craniano
    • Alimentação/Nutrição
    • Passar demasiado tempo em frente à televisão
    • Passar demasiado tempo a jogar em consolas de jogos
    • Alergias alimentares

Existe Tratamento Para a Hiperatividade?

Sim, existem vários tratamentos eficazes para controlar a hiperatividade a curto e longo prazo.

Qual o Melhor Tratamento Para a Hiperatividade?

Não existe nenhum tratamento que sozinho seja eficaz no tratamento da Hiperatividade.

O melhor tratamento para a hiperatividade é sempre uma combinação de trabalho físico, mental e emocional.

E é sempre:

Planeado Para & Adaptado À Pessoa

Um rapaz de 8 anos de idade residente numa grande cidade pequena é completamente diferente de uma mulher de 30 anos residente numa grande cidade, com excesso de peso e exposta a um grande nível de stress diário. Ambos poderão ser hiperativos e apresentar os mesmos sintomas da hiperatividade. Mas acha que os seus organismos (corpo e mente) irão responder da mesma forma?

Fácil Adaptação & Execução

Os tratamentos mas eficazes são aqueles que têm a menor taxa de abandono, podem ser feitos por qualquer pessoa, em qualquer lugar com os recursos que se têm. Imagine que o seu filho está a utilizar um tratamento muito eficaz mas de repente as condições económicas mudam e tem de parar porque custa 90€ por sessão. Todo o progresso feito até agora irá perder-se porque não poderá continuar o tratamento.

Englobe Todas Os Ambientes

É impossível um tratamento ser eficaz quando apenas uma parte dos vários ambientes é tido em consideração. Os meus planos de tratamentos englobam os 3 principais ambientes, casa/família, escola/trabalho e lazer divertimento. E atuam nos 3 planos, físico, lógico e emocional. Já reparou que qualquer estrutura precisa de pelo menos 3 pontos de apoio?

Os Tratamentos da Hiperatividade Mais Eficazes Englobam:

Testes & Diagnóstico

Teste e diagnósticos para ter a certeza da existência da Hiperatividade

Acompanhamento Regular

Disponibilidade e acompanhamento para esclarecer dúvidas, resolver desafios, ultrapassar frustrações e não deixar desviar do caminho certo

Alimentação & Suplementos

Eliminação dos alimentos causadores de alergias e sensibilidades. Reforço nutricional com suplementos para ajudar a restabelecer o bom funcionamento do cérebro

Exercícios Mentais & Jogos Específicos

Exercícios mentais para ajudar a sincronizar e desenvolver as áreas que funcionam menos bem no cérebro

Exercícios Físicos Específico

O cérebro e o resto do corpo são extremamente dependentes um do outro. Deverá utilizar o corpo humano (exercício físico específico) para ajudar a desenvolver as partes sub-desenvolvidas do cérebro

Estratégias & Condições Adotadas à Pessoa e ao Seu Ambiente

Criação e implementação de estratégias para lidar com ambientes e situações sobre as quais não temos controlo total. Modificação do ambiente (casa, local de trabalho e processos) de forma a aumentar a produtividade e reduzir conflitos e atrito

Quer Receber Dicas & Estratégias Para Saber Como Controlar os Sintomas do Deficit de Atenção e/ou Hiperatividade?

Ajuda Para Aprender a Controlar os Sintomas
Sem Teoria Desnecessária, Apenas Dicas, Estratégias e Relatos da Minha Experiência Com o Deficit de Atenção e a Hiperatividade

Gostou Deste Artigo? Partilhe Com os Seus Amigos!