Ritalina

Descrição Geral da Ritalina

Ritalina é o nome comercial do medicamento que é usado em crianças e jovens que sofrem de Hiperatividade e/ou Défice de Atenção. O seu princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato. Este atua como estimulante do sistema nervoso central, não sendo ainda bem conhecidos os seus mecanismos de ação.

Quem Pode Tomar Ritalina?

A Ritalina é um medicamento que é receitado apenas por médicos especialistas em alterações de comportamento, devendo ser este o último recurso de terapia. Os pacientes são as crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos. Antes de receitar este medicamento, o médico esgota todas as possibilidades de terapia, tais como:

Uma vez que o conjunto de esforços de todos os que rodeiam o paciente são infrutíferos, o médico pondera o uso da Ritalina para o controle do paciente.

Os sintomas avaliados são vastos, porém deverá sempre ser feito um estudo de cada caso, antes da prescrição deste medicamento.

Como é feito o diagnóstico?

Para ser ponderado o diagnóstico de PHDA, recorre-se ao especialista comportamental quando a criança ou o jovem manifesta:

Estes sintomas são, essencialmente, apontados pelos educadores ou professores, pois os alunos com Hiperatividade podem ter dificuldades na aprendizagem, não por falta de capacidade intelectual, mas por falta de foco e instabilidade na sala de aula.

Como atua a Ritalina?

A Ritalina atua no cérebro, ativando certas partes deste que estão subativas elevando o seu nível de alerta. Este processo permite melhorar a capacidade de se concentrar, de estar atento e ajuda a reduzir o comportamento impulsivo, controlando os impulsos e a coordenação motora.

Forma da Ritalina

Cápsula com Pellets 50% de absorção imediata e 50% com revestimento que permite uma libertação mais espaçada durante as 8 - 10 horas de duração do efeito.

Outro aspeto importante é que se pode abrir a cápsula e misturar o conteúdo em líquidos como sumos ou comida para quando a pessoas não gosta de engolir comprimidos tudo isto sem perder o efeito do comprimido.

Existem genéricos alternativos a estas marcas, mas sistemas de libertação prolongada de momento não existem à venda em Portugal

Contraindicações de Ritalina

A Ritalina não deve de ser administrada a pessoas com hipersensibilidade ao seu princípio ativo, o metilfenidato, ou a qualquer outro excipiente que exista na sua composição. Para os que sofrem de ansiedade de hipertensão, de problemas com a tiroide ou cardiovasculares, glaucoma, tiques, ou na família haja casos de síndroma de Tourette, a Ritalina também não está indicada.

Factos a considerar

Este medicamento apenas poderá ser usado com acompanhamento médico. O início do tratamento é feito com uma dose mais pequena, sendo depois ajustada a dose até atingir a certa para o paciente.

O tratamento não deverá prolongar-se por muito tempo, sendo que é aconselhável um controle médico periódico, idealmente a cada semestre.

Poder-se-á ponderar a utilização de Ritalina apenas no período escolar, a fim de diminuir os efeitos secundários do tratamento.

Para pacientes com dificuldade de dormir, a toma da última dose deve ser feita com uma antecedência de 4 horas face à hora de ir para a cama.

Caso haja dificuldade em tomar o comprimido, este pode ser adicionado aos alimentos, sendo que a sua toma deverá ser feita imediatamente e na totalidade.

Tal como qualquer outro medicamento, este é específico para o paciente a quem foi receitado, não devendo ser dado a mais ninguém, mesmo que, aparentemente, tenha os mesmos sintomas.

Em casos em que a paciente esteja grávida ou a amamentar, esta situação deverá ser imediatamente comunicada ao médico que a acompanha, a fim de ponderar a suspensão da utilização da Ritalina nesse período.

Ritalina é a solução ideal?

Apenas um médico especialista em alterações comportamentais pode dar a resposta mais correta a esta pergunta. Mas a realidade é que este é um fármaco que vai interferir com o sistema nervoso central, e que, por isso mesmo, a sua administração deve ser muito bem ponderada. Atualmente vários profissionais temem que muitas crianças que são apenas ativas, sejam medicadas sem necessidade, apenas porque assim é mais fácil controlar, ou porque o excesso de cuidado conduziu a um diagnóstico que não foi o mais correto. Daí que a administração de Ritalina deve ser um recurso, apenas depois de esgotados todos os outros métodos de tratamento e acompanhamento. Salienta-se ainda que o acompanhamento médico é imprescindível antes, durante e após o tratamento.

Efeitos Secundários Ou Colaterais da Ritalina

A Ritalina é um fármaco usado em crianças e adolescentes com Hiperatividade e/ou Deficit de Atenção.

Como qualquer medicamento, este também pode provocar alguns efeitos secundários durante a sua utilização.

Porém, muitos pacientes referem que a sua utilização os ajuda, apesar das manifestações secundárias.

Os efeitos secundários da Ritalina não aparecem em todas as pessoas que são submetidas ao mesmo tipo de tratamento. Alguns são considerados graves e devem ser logo comunicados ao médico.

Outros são menos graves, mas requerem atenção e deverão também ser comunicados ao profissional de saúde que segue o caso.

Efeitos Secundários da Ritalina Que Requerem Contato Imediato Com o Médico

· Palpitações, batimento cardíaco irregular

· Variações acentuadas de humor

· Alterações na perceção da realidade: ver, ouvir ou sentir coisas que não existem

· Pensamentos ou atos suicidas

· Síndroma de Tourette – descontrolo dos movimentos do corpo e da fala

· Sintomas alérgicos – inchaços, erupções cutâneas, urticária, pieira ou falta de ar/dificuldade em respirar

Estes são os efeitos secundários ou colaterais mais comuns que foram relatados

Outros Efeitos Secundários da Ritalina Que dDvem Ser Vigiados:

· Falta de apetite

· Insónias

· Náuseas

· Nervosismo

· Dores de cabeça

· Boca seca

· Diminuição do crescimento e de peso

· Pressão arterial elevada

· Pânico

· Febre

· Tosse, dor de garganta, irritação da garganta e/ou nariz

· Agitações e tremores

· Sonolência

· Desconforto no peito

· Dores musculares

· Sudação excessiva

Estes são apenas alguns dos efeitos secundários ou colaterais mais comuns que podem surgir com a toma de Ritalina. Qualquer sintoma diferente do habitual deverá ser tido em conta quando se está a tomar este fármaco.

Pode-se verificar que os sintomas variam muito. Podem ser físicos, psicológicos ou emocionais, daí que seja recomendado o acompanhamento dos pacientes medicados com Ritalina.

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